Fingertips: Entrevista para a N*Style Magazine
Em 2003 lançaram All ‘Bout Smoke ‘n Mirrors e rapidamente entraram no ouvido dos portugueses. Depois dos álbuns Catharsis e Live Act, os Fingertips estão de volta para nos conquistarem mais uma vez, mas com uma nova voz.
2010 foi um ano de mudança para os Fingertips. Como caracterizam esta nova etapa?
2011 trouxe-nos a nossa nova vocalista Joana. Reencontrámos a motivação que tínhamos em 2003. Hoje somos um grupo feliz.
Têm estado a gravar um novo trabalho. O que podemos esperar do novo álbum: evolução ou rutura?
Ambas. Embora os Fingertips continuem a rever-se no que foram no passado, uma vez que o conceito criativo das nossas canções permanece o mesmo desde a sua fundação, é inevitável uma rutura se pensarmos que a uma nova voz vem associada uma diferente personalidade e, com isto, um diferente contributo para o trabalho da banda.
Para além disso, sentimos uma evolução que achamos estar diretamente relacionada com o nosso estado de espírito. A nossa música hoje é mais excitante.
A Joana foi a vencedora do Desafio Nova Voz Fingertips. Como foi entrar para uma banda que tinha já uma história de sucesso?
Tornar-me a vocalista dos Fingertips foi a concretização de um sonho, que contava já com alguns anos. Já conhecia os Fingertips e seguia o seu trabalho, até porque eram uma das minhas bandas de eleição. Esta foi uma das razões que me levou a concorrer ao Desafio e estou bastante feliz com as proporções que tomou.
De um momento para o outro a minha vida mudou completamente e para melhor: estou a fazer algo que realmente gosto, que sempre quis, e tenho a certeza que esta é a melhor profissão que alguma vez vou ter.
O fato de os Fingertips contarem já com 8 anos de carreira e uma história de sucesso, pode trazer vantagens que eu não teria se estivesse a começar do zero, mas requer também um elevado grau de responsabilidade, porque as exigências e os objetivos do grupo estão já a um nível muito superior. Tenho que apreender muita informação em muito pouco tempo, mas sinto sempre o apoio de toda a equipa, o que torna a adaptação a este novo mundo bem mais fácil.
Façamos um “rewind” para um pouco antes de 2003 e do sucesso de “All ‘Bout Smoke ‘n Mirrors”. Que dificuldades tiveram no vosso percurso até esse reconhecimento do público e do meio musical?
A grande dificuldade esteve relacionada com o tempo que a nossa música levou a entrar nas rádios nacionais. Nós lançámos o disco em Março e só cerca de seis meses mais tarde começámos a ouvir nas rádios a nossa canção, que se tornaria nº1 do top airplay durante nove meses consecutivos.
Por outro lado, havia também muita gente a gostar da nossa música que desconhecia o facto de sermos portugueses. Nesse sentido, a dificuldade foi fazer o público associar a música ao nome da banda.
Quais são as vossas principais referências musicais?
Nós somos viciados em ouvir música. Todos os dias surgem novas influências, contudo há artistas que são eternos, como os The Band, U2, Queen, Muse, Depeche Mode, Ray Charles, Nina Simone, Billie Holiday entre outros.
Fizeram a primeira parte de grandes bandas internacionais como Simple Minds, Queen, e The Corrs. Qual foi o vosso concerto mais memorável?
Já partilhámos várias vezes o palco com grandes artistas. Para além dos que mencionaste podemos destacar o concerto com o George Michael, no Estádio de Coimbra. Foi um concerto inesquecível, com um público maravilhoso e um ambiente de backstage fantástico, pois todo o Staff do George Michael nos tratou como superestrelas. Outro, com memórias eternas, foi o concerto com os Queen, no Estádio do Restelo. Ficamos a tremer quando recebemos a visita do Brian May e Roger Taylor no nosso camarim, eles foram desejar boa sorte para o concerto. Sabes que o Brian May toca guitarra com moedas (libras)?
“A Língua Inglesa fica sempre bem/ E nunca atraiçoa ninguém”, já diz a música “Problema de Expressão” dos Clã. Os Fingertips são da mesma opinião ou o mercado internacional está nos vossos planos?
Desde sempre que é nossa ambição internacionalizar a nossa música e essa é uma das fortes razões que nos leva a cantar em Inglês. É a língua de eleição do pop-rock, por isso é a nossa melhor forma de nos exprimirmos. Atualmente, sentimos que a linha que nos separa de alcançar o mercado internacional, está cada vez mais ténue.
Os Fingertips tiveram logo sucesso com o primeiro álbum. Qual é a vossa meta principal neste momento?
Não escondemos que somos ambiciosos quando traçamos objetivos. Neste momento a nossa meta é conquistar o mercado internacional, com as novas canções.
Atualmente, a imagem tem uma importância quase vital. Qual é a vossa estratégia nesta área?
Música e moda cruzam tendências. Para além da música, temos muitos amigos designers, fotógrafos, produtores, participamos regularmente em vários eventos de moda. Entre muita partilha de ideias já são famosos os serões regados a champagne passados com um amigo muito especial, o estilista Júlio Torcato, com o qual fazemos brainstorming sobre as novas tendências.
Os nossos fãs vão gostar do próximo álbum porque…uma forte união no estúdio, na sala de ensaios e no palco, devolveu-nos o gosto de fazer música. As novas canções são o espelho da harmonia que estamos a viver neste momento.
Se fizéssemos uma colaboração com um música internacional, seria com…Leonard Cohen ou U2. Mas, para além disso, seria interessante colaborar com um artista nacional de admiramos, David Fonseca.
Se houvesse uma palavra que nos descrevesse seria…persistentes.





