News

Fingertips - Ponta Delgada (Açores)

Fingertips nas Portas do Mar

Este foi, de facto, um grande desafio em que percorremos Portugal Continental de lés-a-lés em busca de uma nova voz, ouvimos centenas de candidatos. O desafio desenrolou-se segundo várias etapas e com provas a vários níveis: para além dos testes musicais, avaliámos a imagem, o inglês, a cultura geral e também o comportamento social. A 8 de Maio, na final em São Pedro do Sul, a Joana foi eleita a nossa nova vocalista. Podemos afirmar que esta experiência correu bastante bem e que desde então a banda tem trilhado um novo caminho. Passado três semanas subimos ao palco do Rock in Rio e já se podia ouvir nas rádios o nosso novo single, Simple Words. Nos meses seguintes estivemos em estúdio a trabalhar no novo disco ” Venice” e visitámos algumas cidades do país com a nossa tour.

D.A. – Após Maio de 2010 a banda está diferente. Presentemente como se definem os Fingertips?

Os Fingertips de hoje estão felizes. Recuperámos a alegria de compor música e de trabalhar em estúdio, o ambiente tem sido muito mais animado e o grupo de trabalho está mais unido que nunca. Por isso, em 2011 a banda apresenta um espectáculo completamente alinhado com o estado de espírito que temos vivido nos últimos meses.

D.A.- Quais são as suas maiores influências sonoras?

Como músicos que somos, ouvimos diariamente todo o tipo de música e gostamos de acompanhar as novidades que vão surgindo. No entanto, há artistas que temos como referência e são para nós uma forte inspiração. É o caso de Ray Charles, Billie Holiday, Nina Simone, Queen, The Band, U2, Depeche Mode, Muse, entre outros.

D.A. – O público e fãs contribuem como inspiração ou com letras para os vossos trabalhos?

Tudo o que nos rodeia incluindo o nosso público, é uma fonte de inspiração para o nosso trabalho. Nós gostamos muito de compor música e quando o fazemos é a pensar na partilha com o nosso público. O mesmo se passa quando desenhamos um concerto. O que pretendemos é chegar o mais próximo das pessoas e fazer música que realmente as emocione, que as marque e as acompanhe no seu dia-a-dia. É até habitual dizermos que as nossas canções pertencem ao nosso público.

D.A. – Os Fingertips vivem da música? Como é ser se músico/banda em Portugal?

Sim. A música é a nossa vida. Se não nos encontramos no estúdio a compor/gravar estamos em Tour, este é o nosso mundo e não há nada melhor do que fazer aquilo que realmente se gosta, nem tão pouco conseguimos imaginar-nos a fazer outra coisa. Em Portugal, nos últimos anos, tem-se notado um crescimento no panorama musical, havendo até um largo número de artistas a expandir os seus trabalhos para além do território nacional. No entanto, continua a notar-se, neste processo, a falta de incentivos e apoios por parte das instituições devidas. Os responsáveis pelas decisões políticas deviam apostar mais nas áreas criativas, pois elas são o motor de desenvolvimento das sociedades.

D.A. – Quais são os maiores desafios e problemas que os Fingertips enfrentam?

O maior desafio é promover a nossa carreira no mercado internacional e partilhar das oportunidades que a globalização nos oferece.

O maior problema é comum à generalidade dos Artistas Nacionais na área musical e tem a ver com facto de existir um enorme investimento nos Artistas Internacionais e na sua apresentação nos palcos Portugueses. Nomeadamente os cartazes dos grandes festivais de Verão, investem somas avultadas na contratação de Artista Internacionais, colocam os Artistas Nacionais em palcos de segundo plano e normalmente com cachet´s muito baixos e muitas vezes até inexistentes.

D.A. – Este é um regresso a São Miguel após uma grande mudança. Quais são as vossas expectativas e que novidades trazem na bagagem?

Os Fingertips já estiveram várias vezes em São Miguel: falamos dos concertos no Coliseu, no Teatro Micaelense e em Nordeste. Guardamos muito boas recordações desses momentos em que fomos tão bem recebidos e o público foi sempre extraordinário. Portanto, as expectativas estão elevadas e estamos muito felizes e ansiosos por voltar a São Miguel, um lugar que sempre nos marcou. Na bagagem levamos novas canções como a “Simple Words” ( banda sonora da telenovela Laços de Sangue), a “Dreaming of the Moon”, a nova voz da Joana e a vontade de vivermos um momento intenso e único no palco das Portas do Mar.

D.A.- Fingertips com uma nova sonoridade planos futuros, projectos em carteira?

A Joana trouxe um novo contributo e uma nova alma ao projecto, o que se reflecte na sonoridade do Venice. Este acaba por ser o espelho de todas essas mudanças, deixando a descoberto um lado mais arrojado e colorido da banda. O pretendemos é dar continuidade a este novo rumo e estamos já a trabalhar em novas canções. Não vamos esconder que somos bastante ambiciosos e que desejamos correr o mundo com as nossas canções, visitar novos locais e partilhar o nosso trabalho com diferentes culturas, explorando assim novos públicos.

D.A. – A vossa imagem continua a ser uma grande aposta, o Júlio Torcato continua a ser o vosso estilista?

Sim. Nós já conhecemos o Júlio há vários anos e é ele que nos tem acompanhado desde sempre. Para além de ser uma referência e um dos melhores designers de moda do país, com mais de 20 anos de carreira a fazer criações brilhantes para marcas de grande prestígio, é um grande amigo nosso, que nos conhece como ninguém e com o qual estamos super à-vontade. Queremos muito continuar a trabalhar com ele na área da imagem e a transportar as suas ideias nas roupas que usamos em palco.

D.A. – Público-alvo?

Os Fingertips sempre tiveram um público de várias idades. É até comum ver nos nossos concertos famílias, o que significa que a nossa música abrange várias gerações. Por exemplo, o Simple Words é uma canção direccionada para uma faixa etária mais madura, o que contrasta com o novo single, Dreaming of the moon, que se enquadra perfeitamente nos gostos dos mais jovens. Além disso, existe ainda o remix desta última canção feito pelo Pete Tha Zouk, para os amantes das pistas de dança. Deste modo, podemos afirmar que neste momento o nosso público-alvo envolve um largo intervalo de idades, à semelhança daquilo que acontecia também no passado.

D.A. – Como é lidar com um mar de fãs?

É extraordinário quando temos um grupo de pessoas que nos acompanha, quer seja nos concertos, quer seja diariamente através das nossas plataformas sociais. Pessoas que nos dão um feedback do nosso trabalho, que sabem de cor as nossas canções e qualquer pormenor acerca da banda. Pessoas que ficam à nossa espera no final dos espectáculos e os relatam com todos os detalhes, como se nós não tivéssemos estado presentes! De facto, é maravilhoso sentir que há um público que aprecia muito o nosso trabalho e as nossas canções vivem na alma de tantas pessoas que não conhecemos pessoalmente. A razão na nossa existência são os nossos fãs!

D.A. – Sábado o que podemos ver nas Portas do Mar?

Como já referimos, estamos muito ansiosos por poder voltar aos Açores e, como tal, desenhámos um concerto com músicas mais excitantes e pontuado por momentos bastante intimistas, para que juntamente com o nosso público, possamos ter uma noite autêntica e inesquecível. A ideia é criar o contraste entre a euforia e a emoção num mesmo concerto. Vamos tocar algumas das canções do novo disco, Venice, sem esquecer as mais antigas e iremos também apresentar uma nova música, que ainda não foi lançada. Que venha sábado, o mais rápido possível!

in diariodosacores.pt

 

Mailing List

Promo Videos

Live Videos

Tour